"Quando eu li sobre o Teatro Mágico do Hesse, percebi que era justamente aquilo que eu gostaria de montar: um espetáculo que juntasse tudo numa coisa só, malabaristas, atores, cantores, poetas, palhaços, bailarinas e tudo mais que a minha imaginação pudesse criar. O Teatro Mágico é um lugar onde tudo é possível". Assim Anitelli, o fundador do projeto O Teatro Mágico o definiu. Assim é O Teatro Mágico, uma mistura de música de altíssima qualidade, atuações, poesias, espetáculos circenses e outras artes. O espetáculo conta com 4 artistas exclusivamente circenses, além de Willian Marques que toca percussão e faz malabares. É assim que esse se torna um espetáculo completo, com certeza uma das melhores idéias artísticas do Brasil nas últimas duas décadas. O disco Entrada Para Raros trás ótimas músicas no bom estilo MPB com letras geniais, destaque para A Pedra Mais Alta, Separô, Ana e o Mar e O Anjo Mais Velho, além de poesias como De Ontem em Diante, algumas "brincadeiras" como Carinho de mãe, pequenos instrumentais como Mais e Menos e a apresentação, como a de um circo, Sintaxe à Vontade. São no total 19 faixas que formam o melhor "espetáculo auditivo" possível. Pra quem quer entrar no mundo das mais variadas artes, O Teatro Mágico é obrigatório. Espetáculo raro, só para raros.
¹ O Teatro Mágico é uma banda independente, que disponibiliza suas músicas na internet e vendem seus CDs a preços "populares". Custa só 5 reais, então, se quiserem comprar, clique aqui e comprem, vale a pena. ² Não posso deixar de fora a genial frase deles: Os opostos se distraem, os dispostos se atraem.
Incrível como algumas pessoas colaboram para a arte sem serem artistas. Pattie Boyd colaborou para a música de uma forma estrondosa. O que ela fez? Casou. Primeiro com George Harrison(Beatles) e depois com Eric Clapton. Mas existe mais nessa história. George e Eric eram amigos. Freqüentavam muito a casa do outro. Harrison até colocou nosso Slowhand pra gravar While my Guitar Gently Weeps, no álbum branco dos Beatles. Harrison Conheceu Pattie Boyd na gravação do filme A Hard Day's Night(1964), e de cara já disse: Quer casar comigo? Bem, casaram. Harrison compôs pra ela clássicos como Something(música que até Frank Sinatra regravou. A segunda música mais regravada da história, só perdendo pra Yesterday, dos Beatles também) e What Is Life, gravada apenas na sua carreira solo. Enquanto isso, Eric Clapton estava com a irmã mais velha dela, Paula. Mas God se apaixonou por Pattie também. Compôs então para ela Layla, seu maior sucesso comercial, enquanto ainda casada com George. Embora ele tenha dito que a música era pra Paula, a história não colou. Paula terminou com ele e George cortou relações. A música parece que seduziu a moça, que deixou Harrison e se casou com Clapton. Aposto que se isso fosse hoje em dia, Harrison teria pichado em algum muro: Clapton is Fura-Zóio (George ainda pode rir que anos antes, Mick Jagger (Rolling Stones) furou os glóbulos oculares de Clapton também). Anos mais tarde a moça ainda ganha Wonderfull to Night de Clapton. Então, a tal mulher nunca compôs uma música(até onde eu sei), mas foi responsável por Something - uma das melhores da história dos Beatles, What is Life, Layla - o maior sucesso comercial de Clapton, e Wonderfull to Night - um outro enorme sucesso de Clapton. É, olhos furados a parte, o mundo tem muito a agradecer a ela.
¹ História completa: Quem matou a tangerina? ou a história contada por ela mesma (obrigado DBLOG). ² Segundo Bel, nos comentários: Na verdade, o que Paula fez foi apenas... parar de conviver com ele. A relação dos dois estava deteriorada demais pra ser pensada como algo afetivo como um namoro... E o Clapton admitiu para George sua paixão. George apenas disse algo num tom de desdém, mas os dois continuaram amigos. Claro que não deve ter continuado a mesma coisa, mas num foi assim tão radical também, como cortar relações. E no cd que tem Layla, que ele gravou com Derek and the Dominoes, foi todo feito com pensamentos dele acerca dessa nova situação que ele vivia. Outra música que é claramente dedicada à Pattie é "Bell Bottom Blues", que ele escreveu durante uma turnê, pensando no par de calças jeans que ela o pedira pra trazer... aiushiueh. E ele tocou o cd todo pra ela assim que saiu, e não, não colou nada. E ele se arrependeu amargamente depois. o cd chama inclusive "Layla and another love songs", ou algo parecido. E acho que, se num me engano, deve ter sido o primeiro e último do Derek. Obrigado, Bel.
Abbey Road é o nome da rua onde o estúdio Abbey Road(Gravadora Apple) se encontra. Justa homenagem, já que essa gravadora ajudou muito os Beatles a chegarem onde chegou. A capa do disco, que é um dos reforços da teoria conspiratória "Paul Is Dead"(o que chega a ser estranho, já que a idéia desse disco foi do Paul). Foi tirada, obviamente, na rua Abbey Road, em frente ao estúdio. Tornou-se uma das capas mais famosas até hoje. A idéia de Paul quando pensou em fazer esse disco era fazer um disco "como nos velhos tempos", já que o disco vem depois de discos muito diferenciados dos Beatles, como Sgt. Pepper e Magical Mistery Tour. O produtor George Martin se esforçou pra mixar um disco que agradace a John e Paul, então deixou o "lado 1"(Come Together a I Want You) do disco ao gosto de John, com músicas individualizadas e diferenciads, e o 2 ao gosto de Paul, esse com músicas mais curtas e um pout-pourri com as músicas inacabadas de John e Paul. Mas o destaque mesmo do disco é George Harrison, que se firma como um grande compositor também. Something (música que Herrison teria composto para sua então esposa, que mais tarde se casaria com Eric Clapton, acabando com a amizade dos dois) e Here Come the Sun(composta no jardim de Deus, Eric Clapton...), duas das mais lindas músicas não só do disco, mas da carreira inteira dos Beatles, são composições dele. Something ainda é a segunda música mais regravada da história, só perdendo para Yesterday, também dos Beatles. Os destaques desse disco - que é considerado por muitos o melhor disco dos Beatles, com todo o mérito, são Come Together, Something, Oh! Darling, I Want You, Here Come The Sun, Becouse e o pout-pourri que vai de You Never Give Me Your Money a Her Majesty. Enfim, o disco faz juz a fama de um dos, senão o melhor disco dos Beatles. Um disco onde os Beatles são realmente os Beatles, "como nos velhos tempos". Simples, e estupendamente lindo.
Chegamos na primeira meta. 100 downloads! Parece pouco, mas é um começo. O blog tem 1 mês e meio, ultimamente estou me dedicando mais a publicidade dele do que aos posts, mas logo retomo a velha forma de pelo menos um post a cada 2 dias(minhas aulas já estão voltando. 1 por dia fica difícil.) Enfim, segue aí o top 5 downloads do blog. A pouco só que os downloads ultrapassaram o número de arquivos upados (89 arquivos, 100 downloads). Ventania que na reta final ultrapassou The Dirty Mac graças aos links no Haznos e Asttro. Steven Seagal também conseguiu um link no Haznos, e está numa boa colocação, diferente do Guns N' Roses que mesmo com o link no Asttro não conseguiu muitos downloads. Só os 5 primeiros somam 78 downloads, os outros 22 são dos outros 84 arquivos upados. Obrigado a todos me fizeram chegar nesse número. Ainda preciso de pelo menos 9900, então vamos lá! baixem! Top5 CrazyD Show Downloads:
Nem sempre Ozzy Osbourne esteve nos vocais do Black Sabbath. Em 77, Ozzy se afasta da banda(segundo ele, por problemas pessoais) e é substituído por Dave Walker. Volta no Ano seguinte, mas já em 79 sai novamente, segundo Tony Iommi "porque não havia mais vontade nele". Dessa vez Ronnie James Dio, mais conhecido apenas como Dio, substituiu o comedor de morcego. Dio já havia cantado na banda Rainbow, do guitarrista Richie Blackmore, a lenda do Deep Purple, e na banda Elf. Dio deu outra cara ao Black Sabbath. No primeiro disco de sua era, Heaven and Hell já se percebe isso. Nada tão pesado como Children of the Grave, War Pigs ou até mesmo Iron Man, mas com algumas influências até progressivas, como se percebe na música Heaven and Hell. Por sinal, essa música é com certeza o ponto alto do disco, junto com Neon Knights, Wishing Well e Die Young. O disco todo é ótimo. Tony Iommi muito inspirado e Dio muito melhor que na sua carreira solo. O flerte progressivo da um toque especial e único no disco, somado ainda com o que sempre foi o Black Sabbath e as letras geniais, fica algo realmente maravilhoso. Daqueles discos que você ouve inteiro e cada música é especial. Esse disco prova que, embora ele seja a lenda da banda, Black Sabbath é mais que Ozzy. Não discordo que com ele no vocal a banda foi ainda melhor, mas é impossível ignorar essa fase.
Os blogs vão conquistar o mundo. A idéia é começar mudando um programa de televisão. Megalomaníaco, você diria, mas só é impossível uma coisa que não é tentada. Então, aqui eu vou apoiar a campanha "Recicla, Justus!".
A idéia vai chegar as grandes emissoras, e elas vão nos ouvir! Amém!
Rock it! Dia 13 de julho foi(é, estou atrasado) o dia mundial do Rock. O Rock N' Roll marcou de tal forma a história do mundo que merece seu dia. Isso é mais do que música, mais do que arte. O Rock participou de forma ativa na história. Pra começar, o Rock, no começou, era música de negros, assim como foi o Jazz e o Blues. Tudo começou na década de 50, no sul dos EUA, e logo se espalhou pelo mundo(chegando na Inglaterra, que foi a melhor coisa que poderia acontecer). Ajudou assim a vencer uma barreira do preconceito racial.
Ainda na década de 50, os primeiros grandes nomes do Rock começaram a se destacar. Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash e o Rei, Elvis Presley. Elvis ainda é, mesmo já tendo voltado pra casa, um dos maiores ídolos do mundo. Com sua voz grossa e sua dança, conquistou o mundo. Sua imagem, com aquele topete, foi imortalizada no show Aloha From Hawaii, mais um show memorável dessa lenda que foi Elvis.
Os anos 60 foram o começo da época dourada do Rock. Foi quando os ingleses começaram a invadir o mundo com sua música. Beatles, Pink Floyd, Led Zeppelin, Rolling Stones, Queen, The Who, The Animals, The Kinks, The Yardbirds e tantas outras. O fato de The Doors, Jimi Hendrix e Janis Joplin serem americanos é uma piada de muito mal gosto do destino(apesar que até a banda The Jimi Hendrix Experience foi montada na inglaterra também).
Ainda nos anos 60, começou o movimento hippie. Essa foi outro episódio que o Rock teve influência na história do mundo. Foi com o Rock que as mensagens de paz foram levadas ao mundo inteiro. Falem o que quiser de Woodstock 69, mas que foi um grito de paz também, foi. Só pra se ter uma noção, embora um cidadão lá tenha morrido de overdose, 2 crianças nasceram durante o festival. Saldo de vidas positivo.
Existe mais ainda. Foi nessa década que surgiu o Heavy Metal. Deep Purple, Led Zeppelin e Black Sabbath criaram com seus riffs marcantes e lindos solos esse estilo que levou outros milhões de humanos a loucura.
Os anos 70 continuaram o legado dos 60. Nessa década, os estilos ficaram ainda mais fortes, mais "diferenciáveis". Surge também o Punk Rock, que tinha em suas letras fortes críticas políticas e sociais. Sex Pistols, The Clash, The Ramones e tantas outras chocaram o mundo com sua música pesada, não só nos instrumentos, mas também nas letras. Ainda se pode ver que nos filmes antigos os "bad guys" tinham essa aparência punk, pois os jovens punks eram vistos assim, como bandidos dispostos a destruir a estrutura do mundo. Correto, tirando a parte do "bandidos".
Mas não só de protestos foi feito os anos 70. 3 dos maiores discos da história (segundo o Top5 CrazyD Show! que ainda não existe oficialmente) são dessa década: Pink Floyd - Dark Side Of The Moon, Led Zeppelin - Led Zeppelin IV e Queen - A Night At The Opera. Discos que são pura arte, devia ser obrigatório todos os seres humanos ouvirem.
Ainda foi aqui que o Heavy Metal tomou ainda mais força, como Heavy Metal mesmo, algo já meio diferente do Rock em si. Foi quando deixou de ser um gênero do Rock pra virar seu filho pródigo. Mérito de Iron Maiden e Judas Priest, principalmente. Judas Priest surgiu ainda em 69, mas só alguns anos depois lançaram seu primeiro disco, então conta como se fosse anos 70.
Os anos 70 terminaram com uma invasão Dance, o Rock perdeu um pouco do seu espaço, e assim foi os anos 80. Mas ainda sim ele estava lá, firme, forte e rígido. Surgiu ali bandas como Nirvana, Guns N' Roses e Bon Jovi, que tiveram mais destaque nos anos 90, mas também grandes clássicos como The Police, New Order e Despache Mode.
E o Metal também evoluiu. O Thrash surge com o Metallica e Slayer, principalmente, e depois várias outras, como Sepultura, a banda brasileira com mais visibilidade fora do país. O Power Metal e o irmão metal melódico, também surgem com grande sucesso, com as bandas Stratovarius, Bling Guardian, Halloween e a brasileira Angra.
Anos 90, o começo do fim. Destacam-se Nirvana, Alice in Chains, Silverchair, Stone Temple Pilots e Bush no Grunge. Pearl Jam algo entre Grunge e Hard Rock. Então também vira mega-sucesso a banda Guns N' Roses, Bon Jovi vende milhões.
O Hardcore, muito inspirado no punk surge. Blink 182, Green Day, Smashing Punkins e tantas outras, cada uma dizendo ser de um estilo, mas que no fim podem ser incluídas todos no mesmo.
No mundo Metal, destaque para o industrial, que surge com Rammstein, Nine Ich Nails e o super esquisito Marilyn Manson. o New metal também vem aí com Linkin Park, Slipknot, Korn, Limp Bizkit e tantas outras.
Mas os ingleses não param de surpreender. O chamado Britpop chega para trazer um pouco de luz à decada. Com uma enorme influência de bandas como Beatles e The Who, criam Oasis, Blur, The Stone Roses e outras.
O novo milênio chega e o Hardcore se transforma em emocore. As bandas de Hard Rock se vendem, até o indie tem tons comerciais inaceitáveis. Agora somos obrigados a ouvir Simple Plan e ouvir que isso é Rock(Clapton os perdoe). Tudo bem, tem gosto pra tudo nesse mundo. Blink 182 virou emo, Green day ainda não, mas ta no meio do caminho. Ainda somam aí Good Charlotte, My Chemical Romance, Fall Out Boy e tantas outras que não valem o esforço.
Baixe: Nada, não vale a pena.
Não, o Rock Não morreu, apenas está velho. O mundo precisa de bandas como as velhas e boas dos anos 60 e 70, algo bom. O problema é que não é isso que as gravadoras querem, porque não é isso que a atual geração de jovens que gastam com cds e produtos querem. E não é isso que querem porque não é isso que se vende. Eis mais uma lógica circular que precisa ser quebrada, pro bem dos ouvidos de todos.
¹ As músicas para baixar e os vídeos não correspondem necessariamente as décadas citadas, apenas as bandas. ² Faltou falar de muita coisa, de muita banda. Pra não ficar maior ainda, fica pra um próximo post comemorativo. ³ Ta 99,5% terminado já.